24 de outubro de 2016

IMPORTANTE - acesso à CAVERNINHA

Bom dia pessoal!


A Caverninha, pico de boulder (ali têm a Caverna principal com a maioria dos boulders, alguns boulders seguindo a trilha onde goteja água e a Falésinha -clique aqui-, parede vertical com duas vias curtinhas e 7 boulders de v0 a v6 abertos, do outro lado do morro), tem agora novas regras de acesso.
Houveram alguns assaltos na propriedade onde funcionam pedreiras, o que motivou o dono a alterar as regras, depois de uma conversa dos escaladores Julia Mara e Rodrigo Genja (da Quero Escalar).

O Genja fez um informativo muito bom no blog dele, clique aqui.

Ali tem todas as regras, mapinha e tudo mais. De qualquer maneira QUEM DESEJAR ESCALAR NA CAVERNINHA deve enviar uma mensagem para o dono umas horas antes via whatsapp, para isso mande uma mensagem para andrefunari@gmail.com ou contato@queroescalar.com.br.


Um forte abraços, boa semana à todos

14 de outubro de 2016

Parada equalizada ou semi-equalizada?

O sistema de parada, ou seja, aqueles aparatos (são diversas configurações possíveis) de material e técnicas que utilizamos para criar um ponto de reunião, onde podemos nos ancorar, ancorar o parceiro, será o assunto deste pequeno artigo. Na escalada esportiva popularizada, principalmente, há uma infinidade de pessoas, como diria um amigo, com "vocação para defunto", por isso não custa colocar em destaque um assunto como esse.

Aprendi com os colegas do CUME em São Carlos uma maneira clássica de equalização em dois pontos de ancoragem (clássica pelo número de vezes que vi essa técnica sendo repetida por ai): três mosquetões e uma fita com a voltinha no meio, para se caso um dos pontos falharem a fita ainda continuar laçada ao mosquetão central. (foto 1).
Foto 1 - Parada equalizada clássica. Assim é a melhor configuração para armar um top-rope  em pontos de ancoragem bons (passando a corda direto no mosquetão pêra).

Dessa maneira a parada fica equalizada (para praticamente todas as direções em que o sistema for solicitado haverá distribuição igual de força para os pontos de ancoragem). Se um dos pontos arrebentar o segundo seria o backup, certo? Mais ou menos. Se, desta maneira clássica um dos pontos soltarem, o tranco (até a fita esticar) seria grande. Existe a chance de o segundo ponto não suportar também (por tempo de exposição às intempéries, estrutura da rocha etc.). Provavelmente não servirá como backup. Esse problema fica grande quando uma das proteções é bem mais fraca (por exemplo, um spit palitinho de "forfree" em rocha não tão boa)
Mas o problema mesmo é o uso de um mosquetão (pêra, de tamanho maior) como mosquetão mestre/mãe (foto 2).

Foto 2 - Mosquetão pêra sendo utilizado para ancoragem de dois sistemas (solteira e mosquetão avulso que pode servir para confecção de nó meia volta do fiel e segurança direto da parada), Pêra é forçado em três sentidos, o que fragiliza sua estrutura.

Aprendi primeiramente também que o mosquetão pera era o ponto comum, onde se ancoravam escalador guia, o escalador segundo, mochila e tudo mais. Mas um mosquetão não pode sofrer três ou mais sentidos de tração. Uma daquelas placas de equalização (muito utilizadas em bigwall) resolveria, mas no caso das paredes em livre ou esportivas, não há necessidade (foto 3)


Foto 3 - Placa de equalização para ancoragem.
Mas então, o que fazer para solucionar? Ou confecciona-se dois nós na fita da parada (foto 4) ou então, monta-se uma parada semi-equalizada (melhor confeccionada com fitas finas) (foto 5)



Foto 4 - Onde está o mosquetão amarelo clipa-se a solteira, sistema de freio e tudo mais (diretamente na fita), faz-se o "X mágico".

Foto 5 -Maneira pela qual acredito ser a melhor configuração para a maioria das vias, inclusive para equalizar três peças móveis. Monta a parada até o passo do "X". Ai equaliza para o sentido que provavelmente a parada será mais exigida, faz-se o azelha com o mosquetão sem focinho dentro. Pronto. Nas alças que se formarem, duas ou três dependendo de quantos forem os pontos de ancoragem, se clipa tudo o que precisar, sem preocupação.
A parada semi-equalizada não tem "voltinha mágica" ou o "x salvatore". Você  arma a parada (coloca dois mosquetões, um em cada grampo/chapeleta/móvel, clipa a fita em cada um deles e junta tudo no sentido que vai mais exigir, ou seja, você deve reunir as pontas da fita no sentido que vai ficar sentado na parada + o escalador puxaria caso caísse (uma soma de vetores). Feito isso da-se um nó azelha (simples). O segredo, ao meu ver, está em colocar um mosquetão no meio do nó (eu uso um sem focinho/liso para sair fácil). Desta maneira o nó sairá fácil e você poderá montar a sua parada equalizada novamente na próxima enfiada (refazer a soma de vetores para ver pra onde a parada "deve apontar").
As vantagens dessa parada semi-equalizada é que com o nó (não esqueça do mosquetão no meio) ao invés do X, não haverá tranco nenhum caso alguma proteção falhe, as alças da fita formam um bom ponto para ancoragem para mais de 4 mosquetões sem o problema de exercer pressão a mais no mosquetão "central" (mosquetões utilizados assim podem arrebentar muito mais facilmente).

Muitas coisas devem ser consideradas na hora da escolha de um tipo de parada: se é para top rope, parada para via em livre, parada para via em artificial com reboque de equipamento e ascenção em corda ou então o tipo de proteção - móvel, chapas bomber em rocha boa, spits, cantoneiras em rocha podre. Em todas elas um mosquetão não deve sofrer tração em três ou mais direções, isso fragiliza muito a resistência de todo o sistema que é concebido para trabalhar com a máxima segurança (distribuindo a força entre os pontos e configurando backups).

Abraços, Frango.

Mudanças no blog

Tenho escrito nos últimos anos nesta páginas muitas exteriorizações de pensamentos. Contei sobre viagens de escalada, picos novos, vias novas, cadenas, dentre outras coisas. Volto ao projeto do blog mas com outra motivação. Já que não tenho tanto tempo para escrever do que quando tinha 15 anos, vou me dedicar ao que julgo como necessário para a mais direta função social na escalada.
O que isso significa? Que vou tentar parar de viajar nas egotrips e nas pequenezas deste mundo (como as briguinhas locais) e publicas artigos com uma alguma utilidade ligada às técnicas de escalada em geral (de segurança, físicas, psicológicas etc.), aos acessos aos picos (que vai além de apenas discutir a entrada nos locais, mas também a qualidade e a amplitude), equipamentos específicos e sobre picos/vias novas. Claro que isso é só um rumo, somos livres para caminhar por todas as áreas (como na escalada).

Bom, sobre um primeiro assunto publicarei uma mensagem sobre a montagem de paradas (não por qualquer motivo: aprendi "errado" e depois de 10 anos tenho pensado em algumas questões que podem ser cruciais para que não montemos um "sistema de segurança inseguro".

Bom, em dois ou três dias já estará aqui a primeira tentativa de "amadurecimento" deste blog.

Um abraço, Frango.

29 de junho de 2016

Junho em São Bento

Quase 20 dias de escalada.
Complexo da Pedra do Baú 
Escalada no Quilombinho

Seve no Força de Gaia V4 no àreas.

Bloco do Chà


Isis no Tesourinha, V3

Greg no Bigode V4



Escada da Face Norte do Baú

Cumbre!!


Greg no Leningrado V3


Greg no Stalingrado V5, Setor Vermelho, Falésia dos Olhos

Notas do Subterráneo V8

Isis limpando a mamão com açucar IV em móvel na falésia Vista Aérea

Boulder São Carlos V7, tradicional linha nos blocos da vista aérea



José no boulder buracos, boulder do monjolinho


Nice to micthel V6

Rê Leite na Aparthaide Muscular 7b no Quilombo

Na Voodo 8a




Greg virando o Rego do Panda V4 no pico Rubinho







Subindo pra Ana Chata






Via nova no Quilombo, 13 de Maio 8c

30 de novembro de 2014

Pedal Rio Claro-Serra de Corumbataí

Esse domingo fiz um pedal muito massa. O destino era a Serra de Corumbataí. No total são 70 km que fogem um pouco da monotonia dos planos daqui do entorno de Rio Claro. Os Tracklogs estão disponíveis nesse link.
Acabei fazendo sozinho, já que ninguém apareceu, nem em Rio Claro, nem em Corumbataí. Mas valeu, foram 3:20 de pedal.

Abraços, André.

No caminho para Corumbataí


Estrada Municipal Rio Claro-Corumbataí

Comecinho da primeira subida da Serra.



Alto da Serra.