A via fica no Morro do Cuscuzeiro, no caminho para o setor Distúrbios. A via é curta mas bem foda, algo em torno do 8c. 15 metros de escalada.

Cursos do básico ao avançado, aulas particulares, escaladas guiadas, belayer - Conquista de picos e vias, artigos técnicos, croquis...






Abraços, André Funari!Hoje fui para o Cuscuzeiro com o parça Genja.
Abrimos, Rodrigo Genja e eu, uma nova rota no Cuscuzeiro, um antigo projeto que me conquistou. Toda vez que passava por ali olhava para o projeto e sonhava com uma via pronta. Falei para o Genja da linha e ele animou, fomos lá e fizemos um trampo rápido e bem feito. Foram 4 horas para abrir uma via completa!
Começamos conquistando de baixo e fomos subindo como dava. Mas no final da via a situação piorou e armamos um rapel no cume para bater as duas últimas chapas e a base.
Ficou irada, muito bonita! São 9 chapeletas no total, 7 Faders e mais 2 arredondadas na base! Todos os bolts expandiram numa das rochas mais duras do Cuscuzeiro!
Ela fica no caminho para o setor Distúrbios, ou via Carteirinha, em frente a um blocão.
A via está pronta, é só se divertir.
Veja mais um pouco em: http://www.enquantoissonaomuitolongedali.wordpress.com/
Abraços, André Funari.
"A pedidos do Funari decidi escrever um pouco sobre as conquistas da região. O que é preciso falar sobre as conquistas atualmente na nossa região das cuestas. Quero evitar falar sobre o óbvio, não gosto de chover no molhado. Vou falar então sobre o que a região precisa: De vias novas. De vias para todos. De vários estilos. (De vias democráticas?) E por onde começar conquistando? Não é tão simples assim.
O ato de abrir uma via, por incrível que pareça, é a parte mais fácil da conquista. Pegar a base pronta de uma via, chegar ao cume de uma falésia por uma trilha que já existe, isso qualquer um pode fazer. É claro que não tira o mérito do conquistador, porém, o que a região precisa é de falésias novas, de picos novos, e conseqüentemente, de vias novas. Nossa região tem muito potencial, porém, não é toda e qualquer falésia que se tornará um novo point de escalada. Algumas terão problemas de acesso com donos elitistas e arrogantes, outros com senhores simples que não querem perder o sossego em suas terras nas quais viveram a vida toda. Há também as falésias cuja rocha é podre, ou simplesmente a natureza não favoreceu a escalada, criando grandes paredes lisas como uma parede de concreto alisada com colher de pedreiro, ou encheu seus tetos com enormes e voluptuosos cachos de abelhas européias. E isso já exclui muitas de nossas falésias em potencial. Porém, nosso potencial é realmente muito grande. Basta andar de carro pela estrada que liga São Pedro a Itaqueri da Serra, ou pelas estradas de Descalvado ou entre Analândia e Pirassununga.
Num primeiro momento, o que seria mais importante e fomentaria ainda mais as conquistas, num cenário em longo prazo, seria criar um mapa de falésias em potencial. E em vez de ir numa falésia abrir uma via num final de semana, gastar o que se gastaria com bolts e chapas, e gastar em gasolina: rodar toda essa região com um mapa em mãos, e catalogar os possíveis locais em que se poderiam abrir vias. Um trabalho que demoraria meses, mas que faria-nos avançar anos, décadas. Ver pela estrada entre São Pedro e Itaqueri as pedras mais exuberantes, fazer a relação com um mapa e ir pessoalmente até o local, dar uma nota, para vários requisitos: Facilidade de acesso, potencial de vias, conforto (sol o dia todo, base plana, etc), presença de abelhas, dono tranqüilo ou encrenqueiro, enfim, preencher uma planilha para cada falésia. Fazer o mesmo nas falésias de Descalvado, Dourado, Itirapina, Analândia.
Para isso seria legal criar um GT para fazer essas incursões. O que não agradaria muitos escaladores, pois isso significaria perder um final de semana (ou até um dia do final de semana) de escalada. Fechar um carro com 4 escaladores (talvez quanto mais escaladores, menor a subjetividade da qualificação da falésia). Uma vez terminado esse processo de levantamento e catalogação dos picos potenciais, aí sim, seria hora de começar a botar a mão na massa. Cruzando os dados de distancia x potencial, escolher quais seriam os mais indicados para se começar a abrir as vias.
Outra coisa que a região precisa é de um grande encontro regional para discutir as normas das conquistas. Nossa região é muito particular, e há algumas questões que precisam ser discutidas, como por exemplo: a conquista de um artificial num arenito: Furar buracos de cliff? Conheço arenitos em que isso não seria uma boa idéia. Bater pitons em fendas? Ha lugares em que seria perfeito, e outros, uma perda de tempo. Escalada em móvel em fendas podres, graus de exposição. GT para remoção de abelhas. É certo que cada um deve ter seu próprio estilo de conquista, porém, como é feito em vários parques como no Parque Estadual dos Tres Picos no RJ, há normas e diretrizes para conquista de novas vias. Buscando ouvir a voz dos escaladores que já conquistaram varias vias na região, e visando fomentar a conquista de novas, seria bom reunir todos estes escaladores num congresso, simpósio, para discutirmos as características da NOSSA região entre nós. Conversar e trocar experiências nunca é demais. Para aprendermos com as experiências de todos. Seria um grande passo para o montanhismo de São Carlos e região."
Rodrigo Genja felizão em mais uma conquista:
Abraços, André Funari!



Problemão vindo!
Nos rapeis molhados: atenção redobrada!
Genja e Beto na base da Ana Chata, repare nos anoraks (blusas) impermeáveis.
Terminando a via!
Entalamentos perfeitos!!
Detalhe de nut e friend, os dois ficaram bomba!!